domingo, 28 de novembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Soldado desconhecido

Ontem, na gélida Cova do Vapor, voltei a sentir-me orgulhoso de pertencer à tribo das ondas. No pico onde os locais não são conhecidos por serem bons anfitriões e onde o crowd ultrapassa, frequentemente, todos os limites razoáveis, juntou-se um grupinho simpático. Entre eles, um dos nossos roubou o espectáculo.

Já todos tinham notado que o pico era - não por qualquer atitude violenta - de um moço de prancha amarela. Não só acertava nas melhores ondas do set, como a cada onda mostrava conhecer todos os cantos da casa. Não falhava, como eu, a junção no final. Não atrasava, como eu, para ondas que não abriam tubo. Não deixava, como eu, manobras primárias a meio. E ontem, o Soldado Desconhecido levou palmas. Bem encostado ao pontão, arrancou para um tubo gigantesco que o deixou a meio da pequena praia e no final foi recebido de volta ao pico com palmas de um ... surfista. Também ele desconhecido.

Lamentavelmente, o meu nível está longe de motivar celebrações, mas gosto de ver os craques serem aplaudidos. Quanto mais não seja, porque quanto melhor estiver o nível na água, melhor eu surfo e se os melhores também estiverem motivados melhor ainda. Ontem, não ganhei nada em ter dado os parabéns ao desconhecido da prancha amarela.

No set seguinte, escolhi a minha, dropei atrás do pico, travei, encaixei-me e vi o lip estalar ao meu lado. Juro que ainda vi a luz no fundo do túnel e que ainda deu para ouvir aquela banda sonora que nos faz abrandar em situações onde a única ideia deveria ser fugir. Juro que ainda pensei que seria aplaudido (pelo menos pelos meus amigos) ... juro que não gostei nada de sentir os pés de pato a passarem-me por cima da cabeça. Juro que a areia não é o mais simpático dos atributos da Cova do Vapor.

Daqui, fica um obrigado ao Soldado Desconhecido, ao surfista que o aplaudiu e a todos os que mantiveram a boa onda na melhor das ondas da margem sul. Mas também deixo um pedido para a eventualidade do Man of the Match passar por aqui: deixa ai o número do telemóvel que o meu quiroprata tem uma conta para ti.




Bons Tubos

Dre...Andre

Dre Day from nick ormerod on Vimeo.

Eye Candy

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vénia

Tive o pazer de conhecer Mike Stewart há dois anos em Sintra. O objectivo era entrevistar um homem que já depois de dobrar o cabop dos quarenta anos liderava o Mundial IBA, à frente de atletas com idade para ser seus filhos, e que tinha a possibilidade de conquistar o 10.º título já naquele ano.

Fizemos uma pequena sessão fotográfica com ele e o Hugo Pinheiro na Praia Pequena. Vestimos Mike de rei e pedimos-lhe para usar uma coroa. O objectivo era retratá-lo como o rei do bodyboard. Ele resistiu como pôde: "Não, não me façam isso, não sou digno de usar coroa alguma. Há muitos 'watermen' que respeito e isto pode parecer arrogância da minha parte..."

Foi dificil convencer o melhor bodyboarder de todos os tempos, mas lá acedeu e o retrato ficou espectacular: o rei dos mares a emergir das águas. Um grande trabalho de Miguel Barreira.

Depois, fomos almoçar e conversar. O texto da entrevistaa pode ser visto na íntegra em www.palavrascomsal.blogspot.com e, de forma mais reduzida, num texto publicado no jornal Record do dia seguinte.

Na entrevista, Mike falou de tudo um pouco, mas o que mais me prendeu a atenção foi a sua filosofia de vida. Aqui, nesta entrevista que dá à NBC, resume tudo numa frase: "Nem sempre podes levar a tua carteira contigo, mas podes levar sempre as tuas experiências..."

Para mim, conhecer Mike Stewart foi uma experiência e tanto. Afinal, o gajo louro cujas fotos espectaculares adornavam as boas velhas Mach 7/7, era mais que um ídolo. É um pai, professor, um guru.

Sim, Mike que me desculpe mas ele é mesmo o Rei.

Marketing...mas bem feito

Movement TV PRESENTS: Grand Flavour from Movement TV on Vimeo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A blast from the past II

Um tesourinho do You Tube. O grande Keith Sazaki numa entrevista de 1988. Diz ele que se fez profissional cedo, tinha 19 anos em 1980, porque queria trocar os dois campeonatos amadores que existiam no Havai pelas provas profissionais na Califórnia. Em 1988, ano da entrevista, competia em "25 campeonatos profissionais por ano". Saudades?



Bons Tubos