Jeff Hubbard ganhou em casa e Mitch Rawlins aproveitou a paragem em The Box para dissipar as dúvidas - está mesmo no tour para ganhar. Agora chega Arica e eu estou capaz de apostar que vamos ter a terceira prova e o terceiro bodyboarder a celebrar. Roubo o título à Le boogie e aposto: Winny ou The Beast, o Guilherme Tâmega.
Um é o melhor bodyboarder da história o outro o mais inspirado dos aussies. Um desiludiu em Pipe e falhou a Box, o outro, mesmo sem qualquer vitória, lidera o ranking.Um intimida o mais expostos dos recifes, o outro garante que já não se assusta com os 'uivos' do GT. Eu arrisco que o duelo será delicioso de ver. Histórico? A menos que alguém arrisque um ARS em cima das pedras, não vejo como se poderá ultrapassar o Amaury vs GT do ano passado.
Mas em Arica, há mais quem esteja com as fichas preparadas para um all in. Se Winny aponta para o havaiano voador como a maior ameaça (o GT diz que é ele o seu maior rival), eu arriscaria juntar mais três nomes ao grupo de favoritos à vitória na terceira etapa do IBA World Tour. Porque no ano passado só perdeu para o melhor de todos os tempos num dos seus melhores heats e porque vem de uma vitória, o Amaury. O Pierre Louis Costes, porque é campeão do Mundo e imagino que se eu estou farto de o ver engonhar, mais farto estará ele de ver outros celebrar. Para fechar, o Mark McCharty, porque está mais que na hora de começar a limpar etapas.
Let the games begin.
Bons Tubos
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Tigre num país de PIGS
Quem trabalha ganha mal, quem não
encontra emprego chora a falta de oportunidades, quem quer vender não encontra
quem compre, quem governa chora a falta de compreensão, quem se indigna chora a
falta de companhia, quem precisa de comprar tem contas vencidas, quem quer competir
não tem patrocínios, quem tem patrocínios tem azar nos heats, quem faz
bodyboard chora o inexistente mercado, quem faz surf queixa-se da falta de
ondas. Todos temos uma desculpa.
Bons tubos
Mas hoje nem é da nossa habitual
choradeira de que falo. Não quero saber da falta da patrocínios, da
inexistência de visibilidade, da falta de portugueses entre a elite do
bodyboard ou do aparente boicote que continuamos a sofrer em alguns meios de
comunicação – já reparam que há um programa na Fuel TV, made in Portugal, que
anuncia notícias de bicicletas e snowboard, mas que nada diz de Bodyboard? – hoje o
assunto é surf. Surf do nosso.
Não perco uma etapa do WCT. Quem
gosta de ondas, gosta de surf, quem gosta de desporto, gosta de ver grandes
atletas e eu nem nunca escondi que me é perfeitamente indiferente se é o Jeff
Hubbard ou o Jordy Smith quem voa por cima de uma bolha. Naturalmente que não
passo madrugadas acordado para ver um Parkinson VS John John Florence, mas
quase … e a possibilidade de ver os heats em directo, full HD e com
comentadores que (realmente) sabem o que dizem e que não perdem tempo com “yewws”
na Fuel TV já me roubou algumas noites.
Assumidamente sem informação privilegiada,
diria que o nosso mundial está em risco. A lógica é tão simples como pura: desde
o ano passado, o investimento tem de ter disparado para atletas e organizadores
e continuo sem ver onde pode estar a conseguir grande retorno. Os sites
internacionais continuam vagarosos, as televisões continuam por conquistar e as
nossas marcas continuam sem arcaboiço para fazer a diferença. Sim, convém
lembrar que a ASP mais não é que um concílio para gerir os Big Four. E não falo
do Slater, do Parko, do Fanning ou do Taj Burrow, mas sim da O’neill, da
Billabong, da Rip Curl e da Quiksilver. Não temos disso entre nós, as nossas
marcas são comparáveis à Sanjo e nem todas juntas chegam perto da dimensão da quarta
maior marca desportiva do Mundo – a do “careca”.
Da preparação dos atletas, à
construção das marcas, aos media, há lições, muitas, a retirar do surf. E esta
semana, apercebi-me de uma do mais insuspeito dos ‘professores’, o Saca. Estou
longe de ser fã, nunca desaproveito uma eliminação precoce para apertar com os
amigos ‘quilhas’ e mesmo quando ganha prefiro dizer que foi sorte. Desta vez
não é possível. Surfando obviamente menos e em ondas pouco acima de miseráveis,
derrotou o Kai Otton, o Owen Wright, o Jordy Smith e só perdeu com a última onda daquele que é um dos meus surfistas favoritos, o Parko. Há uma lição a tirar
daqui.
Às vezes, não é preciso ser o que
mais autocolantes tem na prancha, ser o mais visível ou o mais talentoso. Às
vezes, os adversários podem ser grandes e feios, ser capazes dos mais
inacreditáveis aéreos ou dos tubos mais improváveis (atenção ao tubo do parko,
salvo erro, na final). Às vezes, a garra pode mesmo fazer a diferença e essa
tem sido o segredo para que o Saca se esteja a preparar para quarta temporada
entre os melhores surfistas do Mundo.
Uma lição para boogies, para os
mentores da IBA, para políticos e para nós, os que ganhamos mal, que estamos
desempregados, que não conseguimos trocar de prancha ou alinhar na surf trip de
sonho. Às vezes a garra pode mesmo fazer a diferença. Deve ser por isso que o
Saca é “tigre” num país de PIGS.
Bons tubos
terça-feira, 15 de maio de 2012
Moz
Acabou por estes dias um obscurso campeonato lá para os lados do Chile. Sem webcast, sem site, sem nada além de dois portugueses e de uma vitória do Amaury. A custo, vi os nomes dos participantes nos últimos e heats e parece-me que eram mais do que suficientes para fazer da vitória um prémio saboroso. Será que um ano depois de se ter tornado no primeiro europeu a vencer um Mundial, o Amaury voltou a acordar?
Bons Tubos
Bons Tubos
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Tirinho no mercado
Na visita diária ao PdS, tropecei no video de apresentação da Hollow Boardshop.
Não sei de quem é, onde fica ou se irá aguentar um arranque em tempo de crise, mas o projecto parece promissor. A verdade, é que não conheço cinco verdadeiras bodyboard shops e a Miramar sempre me pareceu de um nível à parte. A julgar pelo vídeo de apresentação, a Hollow Boards vem para jogar no mesmo campeonato. Um bom sinal. Sinal de que há quem acredite e quem saiba como aumentar as hipóteses de êxito. GO ONLINE!
Nos media, na música ou na promoção de fenómenos, hoje não há como brilhar sem dominar o online e a malta da Hollow Boards parece ter essa noção. Caso tenha quem saiba atrás do balcão, a Ericeira pode mesmo voltar a ter uma boa loja das "nossas". E deus nosso Senhor - o Mike, pois claro - sabe como nós agradecemos.
A justificação estará entre o importador, a qualidade das pranchas e a popularidade dos riders, mas é assustador o volume de NMD/VS quando comparadas a outras marcas. Lamentavelmente sem qualquer número, arrisco que a Pride do Pierre Louis Costes arrisca ser a prancha da "estação". Mas nenhum outro "carimbo" chega com a diversidade das pranchas do senhor Meritz. E as Turbo do Romero ou do King? A BZ do Hubbard? O Tâmega já não vende pranchas? E a Science do próximo a estrear-se como campeão campeão do Mundo?
E Arica?
Bons Tubos
Não sei de quem é, onde fica ou se irá aguentar um arranque em tempo de crise, mas o projecto parece promissor. A verdade, é que não conheço cinco verdadeiras bodyboard shops e a Miramar sempre me pareceu de um nível à parte. A julgar pelo vídeo de apresentação, a Hollow Boards vem para jogar no mesmo campeonato. Um bom sinal. Sinal de que há quem acredite e quem saiba como aumentar as hipóteses de êxito. GO ONLINE!
Nos media, na música ou na promoção de fenómenos, hoje não há como brilhar sem dominar o online e a malta da Hollow Boards parece ter essa noção. Caso tenha quem saiba atrás do balcão, a Ericeira pode mesmo voltar a ter uma boa loja das "nossas". E deus nosso Senhor - o Mike, pois claro - sabe como nós agradecemos.
A justificação estará entre o importador, a qualidade das pranchas e a popularidade dos riders, mas é assustador o volume de NMD/VS quando comparadas a outras marcas. Lamentavelmente sem qualquer número, arrisco que a Pride do Pierre Louis Costes arrisca ser a prancha da "estação". Mas nenhum outro "carimbo" chega com a diversidade das pranchas do senhor Meritz. E as Turbo do Romero ou do King? A BZ do Hubbard? O Tâmega já não vende pranchas? E a Science do próximo a estrear-se como campeão campeão do Mundo?
E Arica?
Bons Tubos
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Fala o maior
A entrevista não é nova, mas vale sempre a pena ouvir o maior.
Senhores e senhoras, Guilherme Tâmega.
Bons Tubos
Senhores e senhoras, Guilherme Tâmega.
Bons Tubos
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Diz união?
Sempre escrevi, fiz disso vida e desde que a internet disponibilizou os blogspot.com que passei a alimentar blogs. Escrevia sobre música, sobre a vida, sobre os desamores e em 2007 lancei-me nos blogs de ondas. Como cúmplices, dois amigos, um surfista outro bodyboarder, um jornalista e outro que desde então ganhou "estatuto", online e no Mundo das ondas reais. Os mais atentos saberão que em 2009 estive entre os fundadores do Palavras de Sal, que desde 2010 que por aqui ando e espero que, no que respeita a ondas, nunca mais tenha de mudar de morada.
Não foi minha a ideia de fundar o PdS e não sei, sinceramente, de quem é o mérito. Lembro-me que na altura existiam uns quatro ou cinco blogs, melhores ou piores, mais ou menos actualizados, e que alguém lançou o desafio de nos juntarmos num único endereço. Amadores, profissionais e gente bem embrenhada no meio, fizeram uma mistura de sucesso e no dia em que chegámos aos bodyboarders brasileiros as visitas dispararam. A rivalidade com a Vert surgiu logo a seguir.
Desde a Bodyboard Portugal - que depois foi BB Portugal e Vertical até ser Vert - que colecciono quase todos os números da única revista de Bodyboard nacional, mas há muito que deixei de ser o maior fã do produto. Acérrimo defensor da liberdade de expressão, nunca tive qualquer problema em assumir as minhas opiniões e se nem sempre fui construtivo nas críticas a verdade é que sempre tive a mesma opinião: todos os bodyboarders nacionais deviam comprar a revista. Estou convencido que o PdS ajudou à evolução a que se assistiu nos últimos anos, ajudou-os a perceber a necessidade de terem um site decente, mas sei que nem sempre as regras do fair play foram respeitas. Tenho alguma culpa nisso, mas também não me esqueço de ver bicadas em editoriais e citações de entrevistas feitas no blog sem que o endereço fosse disponibilizado.
Não são meios comparáveis. Um é visceralmente amador e do outro espero sempre profissionalismo. Num procuro as últimas novidades, no outro gostava de encontrar artigos bem pensados e deliciar-me com as melhores fotos dos nossos. Num desculpo "disparates", no outro espero sempre mais. Um presta um enorme serviço à comunidade, mas é nesse campeonato a Vert goleia qualquer blog - algum rider apresenta um post a um patrocinador? Nesse campo, o papel reina e é esse o campo que agora ameaça virar o jogo para os blogspot.com.
Não conheço o editor da Vert, mas sei que não enriquece à custa do Bodyboard. Não conheço a maioria dos actuais escribas do PdS, mas também arrisco que continuam sem ganhar um tostão à conta das mais de mil visitas que o blog tem diariamente. Sei que a vantagem está online. Porque hoje só se fazem revistas por carolice, porque nem os maiores órgãos de comunicação social vivem tempos desafogados e porque fazer um produto em papel que justifique o preço de capa (e o da Vert é absurdamente baixo) é uma missão árdua. É preciso quem escreva bem, quem pense melhor, é preciso ter acesso aos protagonistas, ter dinheiro para comprar as melhores fotos e tudo isso custa dinheiro. Muito dinheiro. Num desporto em que se celebram patrocinadores que oferecem fatos e uma ou outra prancha em troca de autocolantes, num país falido como não há memória há uma revista que resiste e isso será sempre de louvar. A chegar assustadoramente perto das duas décadas de Bodyboard, há uma coisa de que não tenho dúvidas: mais que federações, associações, blogs ou fóruns, foi a revista da comunidade que permitiu que muita gente se mantivesse ligada ao desporto ao longo dos anos.
Abandonei o PdS porque a boa onda se perdeu. Com o disparo das visitas chegaram os atritos, aumentou a responsabilidade e a parada teria, naturalmente, de subir. Confesso que não estive para perder mais tempo com guerras absurdas, que não gosto de caixas de comentários carregadas de filtros e que não gosto de participar em órgãos de comunicação com falhas de critério. Com o PdS tão instituído como bem entregue, segui caminho. Aqui, a vida é mais sossegada e sinceramente não tenho saudades da agitação e para a quota de stress chega o que escrevo no trabalho.
Da próxima vez que a Vert chegar às bancas é certo que a comprarei. Diariamente, continuarei a passar pelo PdS. E estarei sempre a torcer para que ambos, goste mais ou menos do registo, vivam tempos de fartura. Já tenho demasiados anos de Bodyboard para nos imaginar como uma família unida, mas a verdade é que poucas o são e nem por isso, com respeito pelas regras de convivência salutar, deixam de crescer. Sobreviva a Vert a um período que se avizinha negro e consiga o PdS continuar a crescer e o bodyboard só tem de agradecer. Diz União?
Bons Tubos
Não foi minha a ideia de fundar o PdS e não sei, sinceramente, de quem é o mérito. Lembro-me que na altura existiam uns quatro ou cinco blogs, melhores ou piores, mais ou menos actualizados, e que alguém lançou o desafio de nos juntarmos num único endereço. Amadores, profissionais e gente bem embrenhada no meio, fizeram uma mistura de sucesso e no dia em que chegámos aos bodyboarders brasileiros as visitas dispararam. A rivalidade com a Vert surgiu logo a seguir.
Desde a Bodyboard Portugal - que depois foi BB Portugal e Vertical até ser Vert - que colecciono quase todos os números da única revista de Bodyboard nacional, mas há muito que deixei de ser o maior fã do produto. Acérrimo defensor da liberdade de expressão, nunca tive qualquer problema em assumir as minhas opiniões e se nem sempre fui construtivo nas críticas a verdade é que sempre tive a mesma opinião: todos os bodyboarders nacionais deviam comprar a revista. Estou convencido que o PdS ajudou à evolução a que se assistiu nos últimos anos, ajudou-os a perceber a necessidade de terem um site decente, mas sei que nem sempre as regras do fair play foram respeitas. Tenho alguma culpa nisso, mas também não me esqueço de ver bicadas em editoriais e citações de entrevistas feitas no blog sem que o endereço fosse disponibilizado.
Não são meios comparáveis. Um é visceralmente amador e do outro espero sempre profissionalismo. Num procuro as últimas novidades, no outro gostava de encontrar artigos bem pensados e deliciar-me com as melhores fotos dos nossos. Num desculpo "disparates", no outro espero sempre mais. Um presta um enorme serviço à comunidade, mas é nesse campeonato a Vert goleia qualquer blog - algum rider apresenta um post a um patrocinador? Nesse campo, o papel reina e é esse o campo que agora ameaça virar o jogo para os blogspot.com.
Não conheço o editor da Vert, mas sei que não enriquece à custa do Bodyboard. Não conheço a maioria dos actuais escribas do PdS, mas também arrisco que continuam sem ganhar um tostão à conta das mais de mil visitas que o blog tem diariamente. Sei que a vantagem está online. Porque hoje só se fazem revistas por carolice, porque nem os maiores órgãos de comunicação social vivem tempos desafogados e porque fazer um produto em papel que justifique o preço de capa (e o da Vert é absurdamente baixo) é uma missão árdua. É preciso quem escreva bem, quem pense melhor, é preciso ter acesso aos protagonistas, ter dinheiro para comprar as melhores fotos e tudo isso custa dinheiro. Muito dinheiro. Num desporto em que se celebram patrocinadores que oferecem fatos e uma ou outra prancha em troca de autocolantes, num país falido como não há memória há uma revista que resiste e isso será sempre de louvar. A chegar assustadoramente perto das duas décadas de Bodyboard, há uma coisa de que não tenho dúvidas: mais que federações, associações, blogs ou fóruns, foi a revista da comunidade que permitiu que muita gente se mantivesse ligada ao desporto ao longo dos anos.
Abandonei o PdS porque a boa onda se perdeu. Com o disparo das visitas chegaram os atritos, aumentou a responsabilidade e a parada teria, naturalmente, de subir. Confesso que não estive para perder mais tempo com guerras absurdas, que não gosto de caixas de comentários carregadas de filtros e que não gosto de participar em órgãos de comunicação com falhas de critério. Com o PdS tão instituído como bem entregue, segui caminho. Aqui, a vida é mais sossegada e sinceramente não tenho saudades da agitação e para a quota de stress chega o que escrevo no trabalho.
Da próxima vez que a Vert chegar às bancas é certo que a comprarei. Diariamente, continuarei a passar pelo PdS. E estarei sempre a torcer para que ambos, goste mais ou menos do registo, vivam tempos de fartura. Já tenho demasiados anos de Bodyboard para nos imaginar como uma família unida, mas a verdade é que poucas o são e nem por isso, com respeito pelas regras de convivência salutar, deixam de crescer. Sobreviva a Vert a um período que se avizinha negro e consiga o PdS continuar a crescer e o bodyboard só tem de agradecer. Diz União?
Bons Tubos
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